Me parece que todos os indivíduos solitários que conheci, por mais diferentes que parecessem, buscavam algo crucialmente similar. Não a felicidade em si, pois a felicidade é universal - mas essa particular modalidade de contentamento que consiste em reconhecer a si mesmo fora do seu corpo. A procura pode ser voltada para lugares, sensações, ações ou objetos, mas sempre tem a mesma essência - como se procurássemos pequenos pedaços do nosso todo.
São apenas caquinhos de espelho que nos refletem, mas que temos o mau hábito de nos deixar definir. E definindo-nos um pouco mais, vem o suspiro aliviado, e o comentário na ponta da língua: "Aí está você". Encontra-se alguém novo, em si mesmo. Tem-se uma companhia.
No final das contas, esse tipo de felicidade é a única forma de, mesmo estando sozinho, poder falar de si no plural.

Gostei do teu blpg, e da tua maneira de escrever.
ResponderExcluirComecarei a frequentar mais aqui, se não se importa! ;)